1- Você
participou do Campeonato Mundial de Dança do Ventre no Cairo com mais de
80 participantes ficando entre as 4 melhores do mundo.Conte-nos como é a
sensação de ser avaliada no ‘coração’ da dança do ventre, que é o Cairo e a
responsabilidade que isso traz.
Confesso
à você que participar de um Campeonato Mundial não é fácil. Mas eu não estava
preocupada com o resultado, e sim, feliz em dançar para um público grande, com
pessoas do mundo inteiro prestigiando e com Mestres Egípcios avaliando a minha
dança. Fiquei muito feliz em saber do resultado, pois haviam muitas bailarinas
boas entre essas 80 participantes. A responsabilidade de ter conquistado isso,
para mim, é saber que no Brasil temos grandes bailarinas e nem todas podem
estar lá participando e como eu tive a oportunidade de representar a Escola
Luxor e o nosso país, fiquei muito orgulhosa em mostrar que o Brasil é o
palco de grandes talentos da Dança do Ventre.
2-
Você é professora da Rede Luxor e realiza workshops pelo Brasil e vários países
afora. Conte-nos o que representa para você a filosofia Luxor e o que você
aprendeu no decorrer de sua carreira que ache importante passar para as demais
bailarinas.
Primeiramente, ser professora da Rede
Luxor é um grande orgulho, pois não é apenas uma Escola de dança do ventre, mas
sim um local onde nos sentimos em família e somos uma grande equipe de
profissionais que se respeitam muito. A filosofia Luxor é um grande
aprendizado. Falamos “ Olho no céu e olho na Terra”, onde devemos nos
desenvolver materialmente, conquistando o ouro mas principalmente o seu brilho
e sem jamais ofuscar os olhos de ninguém e sim ajudar a iluminar o caminho de
todos. Essa filosofia me ensinou a ser feliz e viver em harmonia com as pessoas
ao meu redor e isso foi totalmente criado pelo diretor da Rede de Escolas Luxor,
Leonel Consorte.
Estou na dança do ventre há tem 11
anos, e durante esses anos, vivi e aprendi muitas coisas. O que eu gostaria de
deixar escrito, é que nunca desistam dos seus sonhos. Treinar a dança é muito
importante, mas o mais importante é dançar com o coração, com amor e
sentimento. Aqui na Luxor, dizemos que temos que dançar com “Som no olhar”. A
emoção vivida naquele momento em que você está dançando única, e é importante o
público ver e sentir o que a bailarina está sentindo, pois torna aquele momento
inesquecível.
3- Fale
um pouco das bailarinas que você estuda e admira, o porquê.
Costumo estudar frequentemente a Mestra
Raqia Hassan, o Mestre Yoursry Sharif e a grande bailarina Randa Kamel. Cada um
com as suas individualidades.
Raqia é uma bailarina de muita
personalidade e emoção, que costumo me espelhar. Yoursry é um mestre em todos
os aspectos: tecnicamente e emocionalmente. O seu jeito de dançar e se
expressar é maravilhoso e me deixa profundamente extasiada. Randa é uma grande
bailarina, com técnicas muito apuradas de quadril e braços, o que me agrada
muito. Juntando os três estilos, consigo juntar as informações e executar uma
verdadeira dança EGÍPCIA.
4-
Qual estilo você prefere dançar? Clássico, Percussão, Folclore. Por que?
Gosto de todos os estilos. Mas meu
coração bate mais forte quando danço músicas clássicas, pois nelas consigo
colocar técnicas difíceis, variações e interpretações diferentes nos momentos
apropriados.
5- Dê uma
dica sobre como podemos desenvolver nossa confiança e segurança em cena.
Sempre pratique a dança olhando nos
olhos de alguém. Dessa forma você aprenderá a dançar com segurança, e também
dance com a postura bem altiva e com bastante vitalidade e energia, deixando
assim a sensação de que você tem segurança nas execução, transições e ligações
dos movimentos.
6-
Obrigada pela entrevista, utilize este espaço para falar sobre o que quiser,
divulgar sua agenda, etc. Obrigada!
Agradeço de coração o convite
para participar dessa entrevista. Espero que a dança do ventre continue
crescendo no Brasil e no Mundo, e que faça a cada dia mais mulheres felizes.
Dançar é maravilhoso, mas saber admirar
outras bailarinas é uma virtude, e a nossa vida só tem um verdadeiro valor
quando vivemos aplicando essas virtudes, sejam morais ou intelectuais. Não
podemos esquecer que a Dança do Ventre não é uma competição, e sim uma arte
onde todas as bailarinas são estrelas e tem um espacinho no céu.
Agradeço
também à Luxor por proporcionar momentos inesquecíveis na minha carreira!!
Deixo na seqüência alguns eventos em que estarei atuando e futuramente
divulgaremos no site.