Estilo: Árabe - Grego - Americano

Por Morocco - Tradução: Luciana Arruda 

 

"Árabe- como no Saudi Quase exclusivamente executado por mulheres, com mulheres e para mulheres em casa. Mistura movimentos da dança oriental e alguns movimentos de cabelo e marcações de pés do Khaleeg. Não há clubes ou bailarinas profissionais em Saudi Arabia. Algumas egípcias, em deferência aos turistas do Golfo, marcam os  movimentos numa batida que lembra o Saudi, mas priorizam os movimentos da dança oriental.

   Estilo Grego - Não há muita coisa verdadeira sobre o Estilo Grego. Eles, entretanto, dizem que a dança vem da região da Anatólia e se inspiram na dança turca, onde aprenderam ao longo de 500 anos de opressão do Império Otomano.

Musicalmente, basicamente é utilizado um Chifte Telli acelerado ou lento, na Grécia pronuncia-se ‘Tsifte Telli’ e algumas boas canções turcas ou gregas, com ritmos mais regulares e quase nenhuma ‘parada’ ou variações, e se houver um bom clarinetista na banda, eles fazem um ótimo taxim(taksim). Em algumas ocasiões os músicos tocam algo mais popular, como Om Koulsom. O Maksum é muito raro. Se você tem conhecimento de técnicas e vocabulário (lá os versos da música dependem da coreografia e do estilo de dramatizar) você poderá fazer um bom show. Não se preocupe, uma boa dança é uma boa dança.

Estilo Americano- O trabalho com véus é uma invenção estritamente americana, voltando ao tempo em que as bailarinas americanas não tinham idéia de um bom repertório de movimentos da dança oriental, então utilizavam o véu para entreter o público por 20/40 minutos, propagando por Hollywood inclusive a fantasia da ‘Dança dos Sete Véus’.

            Eu não estou falando mal, eu já vi trabalhos com véus lindos, que me fizeram chorar. No Egito, um véu ou capa podem ser utilizados numa entrada rápida de show (Magensi) mas é descartado utilizá-lo durante ou no final da primeira canção.

As descidas ao chão (floorwork) são bastante utilizadas pelas americanas e realmente é um estilo que também existe na dança oriental, mas no Egito desde ’52 as bailarinas estão proibidas de executar esses movimentos, considerados ofensivos pelo Rei Farouk, atualmente algumas bailarinas no Egito até utilizam as descidas ao chão, mas com restrições.

Eu, particularmente não aconselho as descidas ao chão por duas razões simples: 1) Nas descidas ao chão o público tem dificuldade em enxergar o que você está fazendo, 2) eu realmente não quero estragar os meus lindos trajes ou sujá-los num chão não muito limpo.

Os snujs devem ser tocados pelos músicos. Eu aprendi que a bailarina deve tocar snujs apenas se for um show familiar, íntimo. Na cena egípcia apenas algumas bailarinas tocam. A maioria das bailarinas tocam címbalos: turcas, gregas,egípcias, libanesas, iranianas e outras. Mas apenas algumas o fazem com maestria, por isso, na dúvida melhor deixar para os músicos. Além disso, as canções egípcias tem frases de até dez pedaços, como incluir snujs em todas elas? Se a bailarina começa a tocar não pode parar, e isso dificulta bastante.

            Até recentemente, em Nova Iorque nós preservamos a dança tradicional, mas em respeito ao público executamos o estilo americano. Mas lembrem-se: há academias e professores, mas a verdadeira era transmitida de mulher para mulher, em família. Não podemos desvirtuar essas raízes."

Por Morocco - Tradução: Luciana Arruda     

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