Entrevista Manoela Jácome
1- Conte-nos
como é trabalhar com dança no estado do Espirito Santo.
Primeiramente
gostaria de agradecer a oportunidade de estar participando dessa entrevista.
Trabalhar com a dança Oriental no ES não é muito fácil, as oportunidades são
difíceis, a minha permanência nessa caminhada é puramente por amor à dança e a
cultura árabe que faz parte de mim também por descendência, são poucas as
pessoas que encaram a dança como uma profissão, mas estou conseguindo iniciar
um trabalho bem legal, com muita persistência, estudo, força de vontade e
seguindo realmente no que acredito.
2- Quase toda
bailarina de dança oriental tem gato como animal de estimação. Você faz parte
desse clube? Conte uma historia peculiar sobre isso.
Faço parte do
clube sim, com muito orgulho! Amo os animais, mas o gato ´emeu preferido, vejo
muita bailarina com gatos de estimação, acho uma "coincidência"
maravilhosa, desde pequena que tenho gato, já cheguei a ter nove de vez e
atualmente tenho uma filha linda que é a Vitória, uma persa branca de olhos
laranjas e expressivos, carinhosa, dengosa, fofa, metida rsrsrsrsr ...São
muitas qualidades , mãe coruja é assim!
3-
Com o mundo
virtual tem sido cada vez maior a interação e troca de experiências entre
bailarinas. Como você analisa o estudo aliado aos vídeos e fóruns de dança?
O mundo
virtual ajuda, mas é preciso ter certos cuidados, tem como interagir com
profissionais maravilhosos e também ver muita coisa que não é correto, acho que
cada bailarina tem de saber realmente saber separar o que é proveitoso. É
interessante, estudar, trocar experiências, o problema que vejo nisso são
pessoas que só fazem aulas virtuais, aulas de vídeo e começam a dar aulas sem
ter uma formação adequada com professores capacitados, acaba surgindo um monte
de " profissionais" incapacitados.
4-
Cite as suas
cinco bailarinas preferidas e o porquê.
Lulu Sabongi,
Carlla Sillveira (mesmo não dançando mais, mas o trabalho maravilhoso se
perpetua), Soraia Zaied, Dariya Mitskevich, Randa Kamel ( ai gente são tantas
que eu amo, as divas Dina, Mona said, Taheya Carioca, Suhair Zaki,Fifi Abdu,
Raquia Hassan...),gosto da Ansuya também, todas são estilos diferentes cada uma
com seu "toque " especial, desde a suavidade e leveza de Lulu Sabongi
até a força do furacão Ucraniano Dariya, amo todas, expressões que marcam!
5-
Fale um pouco
sobre a produção de espetáculos e seu método de aula.
Estou
começando a encarar sozinha a produção de eventos há dois anos, "nascendo
agora" rsrsr! Dá uma certa dor de cabeça, mas muito válida, adoro os
bastidores também, não me realizo só em estar no palco, amo montar as
coreografias, correr atrás da organização, acho um aprendizado incrível, está
me ajudando a ver como minha profissão é maravilhosa e minhas aulas se baseiam
em técnica e prática, gosto muito da parte terapêutica da dança do ventre( a
parte que a mulher se volta pra dentro de si e tende a rever seus valores...)
de passar a parte cultural, o porque de cada dança, os estilos, estou me
preparando para ter um grupo de de folclore árabe, aula para formação de
bailarinas e professoras.
6-
Quais as
maiores dificuldades e facilidades para você, no panorama atual de dança do
ventre?
Creio que uma
das maiores dificuldades para mim é lidar com a falta de ética que acontece
dentro da área da dança, tem coisas que não tem como deixar de ver, ouvir,
analisar, isso ainda me estressa profundamente, agora o que facilita em minha
opinião, principalmente para quem está iniciando carreira como eu á a
quantidade e qualidade de profissionais maravilhosos que está no mercado para
poder estudar e estar me aperfeiçoando sempre.
7-
Obrigada pela
entrevista! Por favor deixe uma mensagem para as leitoras.
Luciana,
muito obrigada de coração pela oportunidade, fiquei imensamente feliz de ser
entrevistada e, gente, vamos ser feliz, vamos dançar! Que Deus abençoe a todos!Beijos
!!!!!!!!!!!!!!Manu.
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