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1 Renata, para mim sua imagem é vinculada à força, beleza, leveza, à uma mulher completa, usando dourado. Você sente-se assim ao dançar? Quais emoções a conduzem?
Em primeiro lugar, obrigada pela percepção tão linda a meu respeito. Eu acredito na técnica aliada a expressão, o que me move quando estou dançando é conseguir acessar movimentos que encantam. Acredito que expressão está intimamente ligado a nossa permissão de entrega. O tempo e a dedicação vão nos guiando nesse processo tão artesanal. Quando pensamos em dança árabe abre-se um leque de emoções a serem trabalhadas, temos que afinar nossos ouvidos e então traduzí-las em nossos corpos. É um "exercício diário de entrega" para todas(os) nós que dançamos.
2 Sua trajetória de sucesso é mérito próprio. Ao contrario da maioria de nossas estrelas da dança seu nome não é vinculado a nenhuma escola ou padrão. É mais difícil dessa maneira? Nunca sentiu a necessidade de pertencer a um segmento padronizado – escola, certificação, etc? fale sobre isso.
Estou envolvida com a dança há 16 anos, os convites para trabalhar foram acontecendo naturalmente. Fico muito feliz com o reconhecimento. Quanto a pertencer a algum segmento, acho válido. Temos vários caminhos e esse não deixa de ser muitíssimo interessante.
3 Em sua carreira de sucesso, há viagens internacionais? Fale um pouco das peculiaridades de dançar no exterior.
A maneira que os corpos se comportam em cada país está ligada a cultura daquele povo. Há lugares que os corpos são mais rígidos e outros não. A dança é universal e no final das contas todas(os) querem aprendê-la. A dança árabe é uma "arte complexa"e extremamente encantadora. Fico muito feliz que estamos num momento muito especial na cena da dança árabe. Muitos eventos, muitas bailarinas estudando e descobrindo esse universo fascinante e tão democrático. Já estive na Europa, USA, Japão e Argentina. E 2012 promete algumas viagens a lugares que nunca estive, no Brasil e fora dele!
4 Como tem sido a sua relação com a dança atualmente? Fale um pouco da Renata 2012.
Tenho escola em Londrina-Pr, acabo de começar as aulas 2012. Além das viagens agendadas, dou aulas na escola e também ministro aqui em Londrina há alguns anos o Curso Intensivo de Aperfeiçoamento para bailarinas de outras localidades e esse ano produzirei meu 14º espetáculo com alunas e convidados. Estou com um projeto para esse ano, assim que tiver tudo definido estarei divulgando.
5 Quais as maiores dificuldades e facilidades para você, no panorama atual de dança do ventre?
Tenho 39 anos e 16 deles dedicados a dança árabe. A maturidade faz que percebamos o que realmente importa. Pessoalmente não tenho muito do que reclamar, mantenho meu foco nas atividades da escola e viagens. É inegável que em qualquer profissão temos o lado bom e ruim, temos que ter a capacidade de filtrar. Sempre falo para minhas alunas que dançar é algo MAIOR, e sinceramente não temos tempo a perder com o que não for BELO. Porque dançar é estar bem, saudável, respeitar o outro, ver o melhor do outro. Esse é o caminho para conseguirmos exteriorizar a "BELEZA" que tanto buscamos ao dançar!
6 Como você analisa a incorporação de diversas modalidades em performances e shows de Dança oriental?
Acho maravilhoso desde que o bailarina(o) estude o que pretende incorporar e fusionar. Tudo gira em torno do estudo e bom senso. A dança é uma "arte viva" e isso nos permite fazer uso de outras linguagens.
7 Dentre os vários estilos, qual o seu preferido e por quê?
Eu adoro fusionar, faço aulas de ballet e flamenco. Todo ano faço um espetáculo onde tenho o imenso prazer de coreografar diferentes estilos, isso me impulsiona a pesquisar e estar sempre em movimento buscando inovar sem perder a essência.
8 Ser mulher, , profissional... você acha que a demanda tem nos deixado alavancadas pelo stress, culpa e insegurança, ou acha que nós, mulheres em geral, temos total controle e possibilidades de usufruir da modernidade sem nos deixar submergir? Como lida com isso?
Precisamos nos ligar na frequência da leveza, senão nos tornamos máquinas histéricas e isso mata nosso lado artista. Eu lido muito bem com toda essa loucura, tenho uma rotina de ensaios e montagens de aulas e cursos, fora as atividades extras. O tempo que me sobra fico com meu marido, família e amigos.
9 Obrigada pela entrevista. Sucesso sempre! Deixe uma mensagem para as leitoras.
Querida luciana muito obrigada pelo convite, fiquei muito feliz! Muito sucesso em seus projetos e no seu livro. Aproveito para agradecer a todas manifestações de carinho que recebo diariamente. E não se esqueçam:"Componham a linguagem que se contrapõe ao ruído!"
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